MESTRE SCOTT: QUANDO UM HOMEM ERGUE UMA NAÇÃO ATRAVÉS DO DESPORTO, HUMANISMO E PATRIOTISMO

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Armando Carlos Diogo, mais conhecido por “Mestre Scot, é um jovem líder que utiliza o desporto como instrumento de transformação social, afastando jovens do mundo do crime e restituindo-lhes a dignidade e uma perspetiva de vida melhor. A sua ação eleva o nome de Angola a patamares elevados e comprova que o maior património de uma nação é o ser humano e patriotismo pela pátria-mãe.

Henda Ya Xiyetu

Mestre Scott, filho da província do Uige, é uma daquelas figuras cuja importância não se mede apenas pelos títulos conquistados, mas pelo impacto humano que construiu ao longo de décadas. Desde 1994, quando iniciou o seu percurso nas artes marciais no município do Cazenga, bairro Hoji-Ya-Henda, compreendeu que o desporto poderia ser muito mais do que competição, pois poderia ser uma missão social. Formado em Antropologia na África do Sul, Mestre Scott conciliou o conhecimento académico à disciplina marcial e à visão social para formar não só atletas, mas também cidadãos melhores. Como um oleiro que molda o barro com paciência e propósito, dedica a sua vida a transformar jovens em situação de vulnerabilidade em exemplos de disciplina, foco e dignidade.

O Projeto Crime Zero foi inclusive duplamente reconhecido como o melhor projeto social do mundo, prova inequívoca de que o desporto pode ser uma poderosa ferramenta de transformação humana

No plano internacional, Mestre Scott tem erguido a bandeira de Angola com grande distinção. É fundador da Confederação Africana de MMA (AMMAC) e desempenha a função de Diretor Mundial da Federação Internacional de MMA (IMMAF) para os Jogos Policiais e Militares, cargos que o posicionam entre as figuras mais influentes do MMA a nível continental e global. Além disso, como presidente e líder federativo, representa Angola em fóruns internacionais, campeonatos africanos e mundiais, projetando o bom nome do país com honra e respeito. Cada atleta formado, cada medalha conquistada e cada competição vencida carrega consigo o nome de Angola, mostrando ao mundo que o país não exporta apenas recursos naturais, mas também talento, liderança e excelência humana.

Mestre Scott, um patriota subaproveitado

Os resultados desportivos são um reflexo concreto dessa liderança. Mestre Scott é detentor de graduações elevadas Ju-Jitsu 5.º Dan, Judo 3.º Dan, Karaté Shotokan 2.º Dan e MMA 1.º Dan tendo sido aluno de referências incontornáveis como o Grande Mestre João Pakissi (RIP) e o Grande Mestre João Geraldo, do Clube Superação. Foi Campeão do Open Mundial de Guangzhou, na China, em 2011 e 2012, e liderou equipas que atingiram marcos históricos: Vice-Campeões Africanos em 2022 (África do Sul); Campeões Africanos em 2023 (em Angola), 2024 (na Namíbia) e 2025 (em Angola). Internacionalmente, os seus atletas conquistaram medalhas de Ouro, Prata e Bronze em países como Sérvia, Albânia, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão e Geórgia, posicionando Angola no topo do ranking mundial e consolidando-a como uma potência emergente no MMA.

Em paralelo com o alto rendimento, o impacto social do seu trabalho é profundo e transformador. Como fundador do Projeto Crime Zero, que atualmente integra mais de 13.987 membros, Mestre Scott criou um autêntico escudo social contra a criminalidade juvenil. Muitos jovens que outrora se encontravam à beira da criminalidade encontraram, através das artes marciais, um percurso de disciplina, pertença e esperança. Tal como na parábola do semeador, ele lançou sementes em terrenos difíceis bairros marcados pela exclusão e hoje colhe frutos em forma de atletas, estudantes, líderes comunitários e cidadãos comprometidos com o bem comum. O Projeto Crime Zero foi inclusive duplamente reconhecido como o melhor projeto social do mundo, prova inequívoca de que o desporto pode ser uma poderosa ferramenta de transformação humana.

Apesar de todo esse reconhecimento internacional, das posições que ocupa e do impacto comprovado na redução da criminalidade e na formação da juventude, Armando Carlos Diogo continua, paradoxalmente, subvalorizado no seu próprio país. Verificaram-se encontros e diálogos com o Ministério da Juventude e Desportos, liderado pelo ministro Rui Luís Falcão Pinto de Andrade, iniciativas que, embora relevantes, se revelam ainda insuficientes face à dimensão do trabalho desenvolvido. É como reconhecer a força de um rio, mas não construir canais para que ele irrigue toda a terra. Angola precisa de compreender que a sua maior riqueza não reside apenas no petróleo, nos diamantes ou no ouro, mas sim no ser humano porque é o ser humano que transforma tudo o que existe no subsolo em progresso. Apoiar Mestre Scott com verbas, visibilidade e políticas públicas abrangentes é investir no futuro, é permitir que mais líderes emerjam, que mais jovens se desviem da criminalidade e que o nome de Angola continue a ser erguido com dignidade nos palcos mundiais.

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