{"id":2859,"date":"2020-12-26T15:46:59","date_gmt":"2020-12-26T14:46:59","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalocrime.com\/?p=2859"},"modified":"2020-12-26T15:46:59","modified_gmt":"2020-12-26T14:46:59","slug":"quem-ve-cara-nao-ve-coracao-romance-transfronteirico-transformado-em-filme-de-terror","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalocrime.com\/ilnes\/quem-ve-cara-nao-ve-coracao-romance-transfronteirico-transformado-em-filme-de-terror\/","title":{"rendered":"Quem v\u00ea cara, n\u00e3o v\u00ea cora\u00e7\u00e3o:\u00a0ROMANCE TRANSFRONTEIRI\u00c7O TRANSFORMADO EM FILME DE TERROR"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Num enlace com tudo de invulgar entre um jovem angolano e uma cidad\u00e3 russa, quando a natureza oferecia o enredo para uma t\u00f3rrida hist\u00f3ria de amor transfronteiri\u00e7o, eis que a narrativa se torna, no m\u00ednimo horripilante, digna de filme de terror.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por: Liberato Furtado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo ocorreu em Mar\u00e7o desse ano, 2020, numa altura em que se vivia o Estado de Emerg\u00eancia e limita\u00e7\u00f5es acrescidas a todos os n\u00edveis.A expatriada russa conta que se livra de uma morte certa, em que o ent\u00e3o marido, Mauro, diante do termo da rela\u00e7\u00e3o colocado pela mulher, passou a ter um comportamento, no m\u00ednimo, doentio, pois aquele lhe ter\u00e1 dado golpes de martelo e a colocado numa fossa s\u00e9ptica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rui Mauro Ferreira Pontes, ou simplesmente Mauro, jovem angolano com 38 anos de idade, que se vislumbra com os cart\u00f5es de multibanco postos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o pela companheira, faz disso o pretexto para construir um mundo paralelo de prazeres, consubstanciado em romances regados de bebidas, filmagens e fantasias amorosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mulher, ou seja, a fam\u00edlia, que era composta, tamb\u00e9m, pela sua filha, de 20 anos de idade, descobriu as \u201cfa\u00e7anhas\u201d de Mauro, que passava noites fora de casa. Com isso, Svetlana, que se disse cansada, v\u00ea que a rela\u00e7\u00e3o, de aproximadamente quatro anos, est\u00e1 destru\u00edda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por consequ\u00eancia, o castelo de areia sob os quais, afinal, os seus sonhos se haviam erguido, se desmoronou por cada rugir do instinto animal que havia em Mauro, conforme conta Svetlana, com dor em cada esbo\u00e7ar de uma s\u00edlaba. \u201c\u2026 tirava as coisas de casa, n\u00e3o dormia \u00e0 noite\u2026 Pronto, por causa disso, decidi separar, n\u00e3o queria mais continuar&#8230;\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, foi ter com Mauro, dizendo \u201colha, n\u00e3o deu certo, cada um vai para a sua vida. Se quiseres, eu saio da minha casa, at\u00e9 que tu arranjes lugar para ficar e, caso tenhas onde ficar, podes sair, pois, eu quero ficar em minha casa\u201d. Entretanto, isso durou alguns meses sem que ele tomasse uma decis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Viola\u00e7\u00e3o sexual \u00e0 enteada se torna o estopim<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNum desses dias, chego \u00e0 casa, vindo do servi\u00e7o, e encontro a minha filha a chorar. Eeeehhh\u2026 eu percebi que ela queria falar alguma coisa, mas temia o Mauro; tinha muito medo\u201d, explica Svetlana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, passado algum tempo, a filha abriu-se \u00e0 m\u00e3e, mas antes que Svetlana nos contasse, instalou-se um tumultuoso sil\u00eancio e, nitidamente, percebemos dor e medo incontido\u2026 \u201c\u2026 ela disse que o Mauro a tinha violado. No entanto, tamb\u00e9m pediu para nada contar, temendo que ele nos fizesse algum mal, porque o Mauro era muito agressivo e fazia sempre amea\u00e7as. Ter-lhe-\u00e1 dito que poderia fazer algum mal a mim. Eu tive de prometer que n\u00e3o havia de falar nada\u201d (suspiro profundo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPassado algum tempo, n\u00f3s brigamos outra vez e, logo de manh\u00e3, veio falar comigo e eu disse: Mauro, n\u00e3o vai dar certo! N\u00e3o vai dar certo, porque eu quero a separa\u00e7\u00e3o. Vamos chamar a fam\u00edlia, conversar e acertar tudo sobre a nossa separa\u00e7\u00e3o\u201d, continua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acto cont\u00ednuo, conta Svetlana, de 41 anos de idade, foi buscar \u00e1gua ao tanque, porque a electrobomba estava avariada. A seguir a um longo suspiro, prosseguiu \u201c\u2026 a partir da\u00ed, j\u00e1 n\u00e3o me lembro de mais nada&#8230; Aaahhh\u2026 desmaiei! Quando recuperei os sentidos, estava \u00e0 beira do tanque, cheia de sangue, e o Mauro a frente de mim, com martelo. Eu perguntei: Mauro, o que foi que aconteceu? Leva-me ao hospital. De seguida, desmaiei novamente e, quando recuperei os sentidos, estava \u00e0 beira da fossa\u2026 porque da fossa vinha um cheiro muito intenso. N\u00e3o vi ningu\u00e9m, tentei levantar novamente, n\u00e3o consegui e desmaiei outra vez. Pela terceira vez, recupero os sentidos, j\u00e1 dentro\u2026\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem, ainda, conhecermos esse contorno da hist\u00f3ria, e n\u00e3o querendo acreditar, perguntamos: dentro de qu\u00ea? \u201cDepois percebi que estava dentro da fossa. No momento em que recuperei os sentidos, n\u00e3o me dei conta de onde estava. Sei que estava sentada e encostada. A parede e a \u00e1gua chegava ateee\u00e9\u2026 aos seios. Eeeehhh\u2026depois percebi que estava na fossa. Olhei para cima, estava tapada. O ouvi a fechar a porta e percebi que a minha cadela estava a cavar \u00e0 beira da fossa, fazia movimentos, a tentar cavar um buraco\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais um longo suspiro instant\u00e2neo se ouve, acompanhado de mais um doloroso sil\u00eancio, que para n\u00f3s serviu para ajudar a engolir aos tragos que est\u00e1vamos a ouvir, passe o termo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Svetlana prossegue o seu cada vez mais impressionante relato, onde as palavras j\u00e1 saiam entrecortadas com o choro, que deixou de ser iminente para facto! Continuamos a ouvir com interesse, por\u00e9m, instintivamente nos negando a acreditar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFiz ora\u00e7\u00e3o e pedi a Deus para me tirar da\u00ed\u2026 (solu\u00e7os) sentei novamente, porque n\u00e3o conseguia me manter de p\u00e9. N\u00e3o sei quanto tempo passou, depois ouvi algu\u00e9m que pulou o port\u00e3o, mas alguma coisa me disse para n\u00e3o gritar, porque n\u00e3o sabia se o Mauro voltou ou n\u00e3o&#8230; eeehhh\u2026 passado algum tempo, ouvi movimentos na cozinha, mas n\u00e3o gritei e nem esbocei qualquer palavra, com receio de quem podia ser. Isso se deve ao medo que sentia, porque, se o Mauro se apercebesse que eu estava viva, podia acabar\u2026\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem assuar, puxou o ranho narinas adentro e, depois de um curto compasso, continuou. \u201cPensei: se a Vict\u00f3ria e o Mauro est\u00e3o juntos, nesse momento em casa, \u00e9 perigoso que ele saiba que eu estou viva. Quando ouvi a Vict\u00f3ria a falar, tamb\u00e9m n\u00e3o falei nada, n\u00e3o gritei, queria ter a certeza de que estava sozinha. Depois, percebi que ela estava sozinha, pelo facto de chamar a nossa cadela. Ela chamou a cadela \u2013 Kira vem comer- e eu disse, a Vict\u00f3ria est\u00e1 sozinha, porque o Mauro nunca deixava dar comida \u00e0 cadela aquela hora. Isso me convenceu que a Vict\u00f3ria estava sozinha e comecei a gritar, chamando por ela\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEla pensou que fosse brincadeira e disse \u00abm\u00e3e, a esta hora est\u00e1s em casa? A\u00ed eu pedi para ela me tirar e ela perguntou, \u00abm\u00e3e, est\u00e1s aonde?\u00bb E eu disse: estou dentro do tanque. Ela pensou que eu estivesse no outro quintal, n\u00f3s temos outro terreno ao lado, separado por muro. Ela l\u00e1 foi e disse, \u00abm\u00e3e, tu n\u00e3o est\u00e1s\u2026\u00bb, mas ela foi me fazendo falar, para puder se aproximar de onde vinha a minha voz\u201d, narra ela, enquanto nos mant\u00ednhamos atentos, como se estiv\u00e9ssemos a assistir a um filme de terror.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse momento, Vict\u00f3ria se intromete na entrevista: \u201cacredito que ela gritava e eu, ouvindo a voz, me aproximei\u2026\u201d. A seguir, Svetlana d\u00e1 continuidade \u00e0 hist\u00f3ria. \u201cQuando eu vi que ela tirou a madeira que cobria a fossa, a primeira pergunta que ela me fez foi: \u00abm\u00e3e, foi o Mauro quem te fez isso?\u00bb. Eu disse: sim, tira-me daqui o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, porque tenho medo que ele esteja por perto. A\u00ed eu pedi uma corda, mas depois vi e disse que ela n\u00e3o havia de conseguir puxar-me com a corda\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A filha, seu \u00fanico familiar em Angola, foi, igualmente, o seu anjo da guarda. Com 20 anos de idade, teve de ter o sangue frio necess\u00e1rio e correu todos os riscos\u2026 quis Deus que conseguisse tirar a m\u00e3e da fossa s\u00e9ptica, tendo em aten\u00e7\u00e3o ao descrito por Svetlana. \u201c&#8230; ela insistiu, tentou me puxar com a corda, mas n\u00e3o conseguiu. A casa como est\u00e1 em obra, eu instrui que fosse buscar o andaime, mas a largura da tampa da fossa n\u00e3o permitiu a entrada do andaime, mesmo ela tentando. Por fim, eu lhe disse para ir \u00e0 vizinha pedir uma escada, sem ter de contar aos vizinhos, absolutamente, qualquer coisa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPor que \u00e9 que eu n\u00e3o queria que n\u00e3o se contasse? Porque me parecia que o Mauro estava por perto. Caso assim fosse e tomasse conhecimento, voltaria \u00e0 casa, estando eu e ela sujeitas a perder a vida, porque a casa \u00e9 grande, mesmo que grit\u00e1ssemos, n\u00e3o tinha como, ningu\u00e9m nos ouviria\u2026 Ela foi buscar a escada e colocou toda e pediu para que eu subisse devagarinho. Encostou a escada na parede da fossa; eu fui subindo e, j\u00e1 nos degraus de cima, ela me deu a m\u00e3o e foi me puxando, porque a escada n\u00e3o chegava at\u00e9 \u00e0 tampa da fossa\u201d, sequ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A filha ajudou-a a ir ao quarto e a tomar banho, para a levar ao hospital. A seguir, ambas procuraram pela sua pasta e n\u00e3o a encontraram. A filha tinha algum dinheiro que usava para a universidade e foi aquela quantia que usaram para apanharem uma moto-t\u00e1xi, que as levaria \u00e0 paragem de t\u00e1xi e as transportaria ao Hospital do Kapalanga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando o motoqueiro olhou pra mim, n\u00e3o quis, porque eu tinha a cabe\u00e7a coberta de sangue. Mesmo colocando capuz, o sangue escorria cabe\u00e7a abaixo\u2026\u201d. O corte na cabe\u00e7a, diz a Svetlana, foi profundo, mas, felizmente, n\u00e3o foi suficiente para que o desfecho da sanha assassina fosse fatal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s subir no t\u00e1xi, Svetlana desmaiou novamente e, quando despertou, apenas se viu j\u00e1 deitada na cama do hospital, com a ferida de 17 pontos suturada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vict\u00f3ria, com medo de Mauro, se negou a ir para casa, preferindo o ch\u00e3o do hospital e, no segundo dia, os enfermeiros, em compaix\u00e3o, deixaram que dormisse junto \u00e0 m\u00e3e, na mesma maca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00e3e e filha agradecem o tratamento recebido naquele hospital onde passaram tr\u00eas noites. Por pouco teria sido transferida para um outro hospital, mas a evolu\u00e7\u00e3o do estado cl\u00ednico, nos \u00faltimos instantes, deu garantia aos m\u00e9dicos que j\u00e1 poderia receber alta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Incompet\u00eancia dos nossos agentes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Svetlana recebe alta do hospital e quando experimentou o primeiro suspiro de al\u00edvio, ao apresentar queixa \u00e0 Pol\u00edcia, ter\u00e1 encontrado tudo naquele homem fardado, menos os predicados que personificam um pol\u00edcia com a dignidade intr\u00ednseca \u00e0 corpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u2026 ao dar a queixa, o senhor l\u00e1 esteve a rir-se de n\u00f3s. Disse que era viol\u00eancia dom\u00e9stica. Como eu n\u00e3o conseguia falar, a Vict\u00f3ria disse que n\u00e3o era viol\u00eancia dom\u00e9stica e sim tentativa de homic\u00eddio. E eu s\u00f3 disse: Vy, por favor, n\u00e3o reclames, n\u00e3o fales mais nada, ele \u00e9 oficial, se ele disse que \u00e9 viol\u00eancia dom\u00e9stica, n\u00e3o faz mal, n\u00e3o h\u00e1 problema\u201d, pasme-se!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram para a mesma casa, pois n\u00e3o tinham mais onde ir. \u201c\u2026 engra\u00e7ado, quando vou para o quarto, encontro a minha pasta com tudo, at\u00e9 o meu telefone. Liguei para a m\u00e3e dele e pedi que o Mauro n\u00e3o mais viesse a minha casa\u2026 s\u00f3 demorou uma noite. Na noite seguinte, o Mauro pulou o port\u00e3o, arrombou a porta da cozinha, entrou e disse \u00abdeste queixa \u00e0 Pol\u00edcia, a pensar que alguma coisa vai acontecer comigo, est\u00e1s enganada, eu j\u00e1 retirei a queixa\u00bb \u2026\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No momento seguinte, conta, Mauro colocou um gravador e a obrigou a dizer que tinha sido v\u00edtima de um assalto. Caso contr\u00e1rio, a lembrou que a Vict\u00f3ria estava prestes a voltar da universidade e tudo poderia acontecer\u2026 \u201cn\u00e3o havia hip\u00f3tese, tive de gravar&#8230;!\u201d, balbuciou Svetlana, em meio um suspiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se n\u00e3o bastasse, dois dias depois, Mauro voltou \u00e0 casa e as amea\u00e7as retomaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sem ter aonde ir\u2026 Impot\u00eancia\u2026<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O romance come\u00e7ou com o Mauro a servir de ombro amigo na separa\u00e7\u00e3o de Svetlana com o seu anterior marido portugu\u00eas, com quem veio a Angola. Quando tudo parecia encaminhar-se para um enlace inspirador de hist\u00f3ria de novela, num \u00e1pice, algo demon\u00edaco se imp\u00f4s e, como gelo a derreter-se, tudo foi ladeira abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Svetlana, cidad\u00e3 russa, tem a volta de 1, 55m de altura e a sua filha tem mais ou menos a mesma altura. Ambas com um corpo muito franzino, ao jeito de modelos fotogr\u00e1ficas do leste da Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 Mauro, segundo a sua ex-mulher, ter\u00e1 um pouco mais de 1,70 metros de altura, um pouco acima do peso, com um f\u00edsico e atitudes que demonstram ter feito treinos especiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Svetlana e a filha n\u00e3o ter\u00e3o visto amparo algum no meio em que estavam inseridas, por n\u00e3o terem familiares em Angola. Dizem ter recorrido \u00e0 fam\u00edlia de Mauro, mas nem por isso veio o respaldo esperado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conta a cidad\u00e3 russa que, depois do alegado homic\u00eddio frustrado, e de Mauro a ter obrigado a gravar um \u00e1udio em que dizia que os golpes sofridos teriam sido fruto de assalto, aquele n\u00e3o fez muito tempo fora de casa. \u201cUm dia desses, chegou e disse que vai ficar aqui, mas n\u00e3o se preocupe que vou dormir no quarto do quintal. Os familiares n\u00e3o me ajudam em nada, falei com eles, pedi reuni\u00e3o familiar, mandei fotos e nada feito\u2026\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPassado m\u00eas e meio, chego \u00e0 casa \u00e0s 20 horas e encontro a Vict\u00f3ria a chorar. N\u00e3o foi preciso dizer algo, eu percebi logo de imediato. Dia seguinte, mandei-lhe arrumar as suas coisas, para ir comigo ao servi\u00e7o. Assim que o Mauro a viu prestes a sair comigo, perguntou onde ela iria e, quando disse que sairia comigo, disse que n\u00e3o\u2026 Pegou nela e a atirou na sala, trancando \u00e0 porta. A mim, pegou na garganta e encostou-me \u00e0 parede, dizendo que ela ficava e eu podia ir trabalhar. Eu disse que n\u00e3o! Liguei ao motorista e disse que poderia se ir embora, que eu j\u00e1 n\u00e3o iria trabalhar\u201d, ouv\u00edamos, assustados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed, continua, Mauro come\u00e7ou a gritar com Svetlana, enquanto, em resposta, insistia em n\u00e3o deixar a sua filha, pois j\u00e1 sabia que sua pretens\u00e3o era viol\u00e1-la novamente\u2026 \u201ca\u00ed, ele disse que eu o estava a acusar\u2026 e eu lhe disse que sabia de tudo\u2026 Fez um telefonema ao senhor Isidro e n\u00e3o sei quais foram os conselhos dados a ele, mas o facto foi que deixou-nos sair\u201d, acresceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 deriva, andaram, at\u00e9 se instalarem numa pens\u00e3o, com a ajuda dos patr\u00f5es de Svetlana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mundo estranho: Mauro est\u00e1 solto e j\u00e1 \u201capronta\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Svetlana, Mauro ficou com todos os seus documentos e os da filha. Esgotados todos os recursos para os recuperar, recorreu aos pr\u00e9stimos da Pol\u00edcia. Desta, foi ao Comando Provincial de Luanda, deu queixa, com o objectivo de recuperar os documentos, mas acabou por contar todo o percurso tenebroso, porque instada a faz\u00ea-lo. Foi assim que Mauro foi detido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquele cidad\u00e3o, que ter\u00e1 tentado matar a mulher com requintes de crueldade extrema, esteve preso durante, sensivelmente, dois meses, nas instala\u00e7\u00f5es daquele Comando, segundo a v\u00edtima. Entretanto, tudo a levava a crer que, a todo o momento, podia ser libertado, sob cau\u00e7\u00e3o e isso n\u00e3o as deixou dormir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de todo o temor e apelo, o facto se consumou e Mauro est\u00e1 em liberdade, sob pagamento de cau\u00e7\u00e3o. Os receios de m\u00e3e e filha, pelos novos desenvolvimentos, se mostram fundados. \u00c9 tema de outra mat\u00e9ria em pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esperamos o contradit\u00f3rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo que nos chegou a informa\u00e7\u00e3o que Mauro estava solto, procuramos pelo mesmo, via telefone, e aquele prontificou-se a falar-nos sobre o assunto, embora, segundo o mesmo, n\u00e3o fosse vontade do seu advogado e da procuradora junto ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, encarregue do caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 partida, contou-nos uma hist\u00f3ria algo estranha, negando os factos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia aprazado, 02 do m\u00eas corrente, enviou-nos uma mensagem, dizendo que estava novamente nos Servi\u00e7os de Investiga\u00e7\u00e3o Criminal (SIC), sob investiga\u00e7\u00e3o e que, a posteriori, assim que sa\u00edsse, ligaria para n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito pr\u00f3ximo ao final do dia, diante da consumada aus\u00eancia, ainda tentamos conversa ao telefone e o mesmo n\u00e3o atendeu, voltando a enviar uma mensagem sem nexo\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por via de uma outra pessoa nos fez chegar a promessa de falar-nos sobre o assunto e, at\u00e9 ao momento, o sil\u00eancio \u00e9 tumular.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num enlace com tudo de invulgar entre um jovem angolano e uma cidad\u00e3 russa, quando a natureza oferecia o enredo para uma t\u00f3rrida hist\u00f3ria de amor transfronteiri\u00e7o, eis que a narrativa se torna, no m\u00ednimo horripilante, digna de filme de terror. 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