{"id":3354,"date":"2021-05-05T22:46:52","date_gmt":"2021-05-05T21:46:52","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalocrime.com\/?p=3354"},"modified":"2021-05-05T22:46:52","modified_gmt":"2021-05-05T21:46:52","slug":"aumento-da-criminalidade-luta-pela-sobrevivencia-ou-belo-prazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalocrime.com\/ilnes\/aumento-da-criminalidade-luta-pela-sobrevivencia-ou-belo-prazer\/","title":{"rendered":"Aumento da criminalidade:  LUTA PELA SOBREVIV\u00caNCIA OU BELO PRAZER?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A criminalidade \u00e9 um c\u00e2ncer que enferma a sociedade mundial, n\u00e3o importando a idade ou o extrato social, e o nosso pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 excep\u00e7\u00e3o. Por c\u00e1, muitos jovens, e tamb\u00e9m adolescentes, optam pela pr\u00e1tica como meio de subsist\u00eancia ou por modismo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><em>Mayomona Paxe<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em muitos bairros da cidade capital, mais a mais na periferia, adultos e crian\u00e7as, munidos de armas brancas ou de fogo, assaltam em resid\u00eancias ou transeuntes, sendo que em casos mais extremos chegam a enlutar fam\u00edlias. E a pergunta que se coloca \u00e9: por que ser\u00e1 que estas pessoas enveredam por estas pr\u00e1ticas, ao inv\u00e9s de formarem-se ou procurar por emprego?<br \/>\nA resposta por esta e outras perguntas encontr\u00e1mo-las nos testemunhos de v\u00e1rios cidad\u00e3os com quem conversamos, durante uma ronda que o jornal O Crime efectuou por alguns bairros da periferia de Luanda. A nossa jornada come\u00e7ou no bairro A Vit\u00f3ria \u00e9 Certa, um musseque do munic\u00edpio do Kilamba Kiaxi.<br \/>\nL\u00e1, encontramos Charles Sime\u00e3o, um cidad\u00e3o desempregado aos 52 anos, e pai de oito filhos, que, confrontado com a quest\u00e3o, sem papas na l\u00edngua, revelou que os seus filhos, adultos e adolescentes, n\u00e3o trabalham e nem estudam, mas, de quando em vez, colocam comida \u00e0 mesa, fruto dos assaltos que praticam na rua. Embora reconhe\u00e7a que n\u00e3o \u00e9 o mais acertado, \u201c\u00e9 a forma que eles viram para sobreviver\u201d, diz.<\/p>\n<blockquote><p>L\u00e1, encontramos Charles Sime\u00e3o, cidad\u00e3o desempregado aos 52 anos, e pai de oito filhos, que, confrontado com a quest\u00e3o, sem papas na l\u00edngua, revelou que os seus filhos, adultos e adolescentes, n\u00e3o trabalham e nem estudam, mas, de quando em vez, colocam comida \u00e0 mesa, fruto dos assaltos que praticam na rua.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Questionado sobre a escolaridade dos filhos, socorre-se da cantiga: \u201co pa\u00eds n\u00e3o ajuda, Angola \u00e9 um pa\u00eds que mata sonhos\u201d. Sonhos estes que, segundo ele, foram frustrados a partir do momento em que n\u00e3o p\u00f4de pagar, em uma escola p\u00fablica, para que a entrada de um dos filhos fosse aceite. Ali\u00e1s, sustenta, pagava AKZ 3.500,00 (tr\u00eas mil e quinhentos kwanzas), mensal, numa escola privada, mas que, a dado momento, teve que decidir entre a forma\u00e7\u00e3o dos filhos e a comida. \u201cPrimeiro o est\u00f4mago\u201d, sublinhou.<br \/>\nComo consequ\u00eancia, disse ele, cansados de ficar em casa, sem estudar e tampouco algo para comer, decidiram ir \u00e0 rua delinquir.<br \/>\nAinda naquele bairro, muitos moradores, ouvidos pela nossa reportagem, afirmaram, como que em coro, que, por l\u00e1, as pessoas aprendem a roubar desde a tenra idade, justificando o acto com a fome e a pobreza extrema que assola aquela circunscri\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNo Banga W\u00e9, Golf 1, conhecemos `Da mam\u00e3\u00b4, como \u00e9 conhecido o adolescente Vicente Afonso, de 17 anos. De estatura baixa e bem irreverente, ostentando v\u00e1rios brincos na orelha e an\u00e9is de metal em oito dos dez dedos, como se de artista se tratasse, revelou que tinha o sonho de ser um m\u00e9dico, \u201cpois nutre uma verdadeira paix\u00e3o em cuidar de quem est\u00e1 enfermo\u201d.<br \/>\nNo entanto, acrescenta, por falta de possibilidades dos pais para o inscrever numa escola de sa\u00fade, viu o seu sonho gorado. \u00d3rf\u00e3o de pai, e com m\u00e3e \u201czungueira\u201d, `Da mam\u00e3\u00b4, disse fartar-se de comer milho torrado com ch\u00e1, por isso, abra\u00e7ou o mundo do crime. \u201cN\u00e3o fa\u00e7o isso por puro prazer, \u00e9 mesmo a luta pela sobreviv\u00eancia\u201d, elucidou, sublinhando \u201cou arriscas ser preso para teres algo para comer ou morres \u00e0 fome\u201d.<br \/>\nApesar da sua pouca idade, explicou que j\u00e1 fez de tudo um pouco para ter o necess\u00e1rio, fora do crime, como, por exemplo, lavar carros. \u201cMas n\u00e3o ajudou muito, queria algo que pudesse resolver as minhas necessidades de forma r\u00e1pida\u201d, notou.<br \/>\n\u201cAngola \u00e9 um pa\u00eds rico e com muitos recursos minerais, \u00e9 inadmiss\u00edvel a popula\u00e7\u00e3o estar a viver em extrema pobreza. As pessoas n\u00e3o t\u00eam o que comer, tudo est\u00e1 caro, e, para piorar, os jovens que tinham de ser a for\u00e7a motriz para o desenvolvimento do pa\u00eds s\u00e3o os mesmos que, por falta de emprego, viraram delinquentes e criminosos\u201d, desabafou Leal Mundunde, morador do bairro Katinton, no distrito urbano da Maianga.<br \/>\nNos tr\u00eas bairros por onde passamos, Vit\u00f3ria-\u00e9-Certa, Banga W\u00e9 e Catinton, cada um parece ser uma aut\u00eantica c\u00f3pia do outro, partilham dos mesmos problemas sociais, como a precariedade no sistema de electrifica\u00e7\u00e3o, becos apertados, ruas esburacadas, como se de teatro de guerra haviam servido, e valas a c\u00e9u aberto. Os casebres degradados de alvenaria n\u00e3o rebocados s\u00e3o o cart\u00e3o portal destas zonas, espelhando, a olho nu, a mis\u00e9ria porque vivem os seus inquilinos.<br \/>\nA semelhan\u00e7a \u00e9 tamb\u00e9m partilhada no modo de vida das fam\u00edlias, onde o pais s\u00e3o, na sua maioria, desempregados e m\u00e3es zungueiras, sendo estas \u00faltimas as provedoras dos lares.<br \/>\nChuva Vs criminalidade<br \/>\nA chuva \u00e9 um fen\u00f3meno natural, pode ser prevista pelos institutos de meteorologia, mas as suas consequ\u00eancias s\u00e3o reais e sentidas pela popula\u00e7\u00e3o. Em muitos casos, como os que foram reportados pelos nossos interlocutores, os criminosos aproveitam-se dela, chuva, para fazerem das suas, principalmente em zonas de dif\u00edcil acesso ou com pontes improvisadas para passagem de pessoas e bens.<br \/>\nNa zona do Wenji-Maka, no bairro Sap\u00fa, munic\u00edpio do Kilamba Kiaxi, por exemplo, os moradores relatam que n\u00e3o tem sido f\u00e1cil sair e regressar \u00e0 casa em \u00e9pocas de chuva por conta, tamb\u00e9m, dos amigos do alheio, que v\u00eaem no fen\u00f3meno uma ocasi\u00e3o para assaltar.<br \/>\nSobre uma ponte de madeira improvisada, os delinquentes cobram a travessia no valor de AKZ 100,00, pela ida e volta.<br \/>\nJacira Baptista, moradora, afirma que a cobran\u00e7a tem sido apenas a luz do dia e que, no per\u00edodo da noite, os delinquentes chegam a assaltar os pertences daqueles que pretendem us\u00e1-la, real\u00e7ando que foi assaltada na companhia do seu namorado, quando pretendia fazer a travessia para o outro lado da sua casa. \u201cPrimeiro pediram dinheiro da travessia, dei, posteriormente, amea\u00e7aram-me com uma faca e levaram a minha bolsa, onde tamb\u00e9m estava o meu telefone e 3.300,00 (tr\u00eas mil e trezentos kwanzas)\u201d, afirmou, ao frisar que a zona est\u00e1 muito perigosa.<br \/>\n\u201cOs meliantes assaltam \u00e0 luz do dia, sobretudo se pretendes fazer a travessia e n\u00e3o tiveres valores para pagar, eles mandam para passar sobre a \u00e1gua e, quando o fazes, te agridem com garrafas e catanas e recebem-te tudo que tens\u201d, desabafou Pedro Nteco, morador da circunscri\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO mesmo cen\u00e1rio \u00e9, tamb\u00e9m, vivido pelos moradores do Wenji-Maka e Vict\u00f3ria-\u00e9-Certa, na famosa \u201cvala do tio Manuel\u201d. Ali, foi poss\u00edvel divisarmos a presen\u00e7a de v\u00e1rios jovens \u00e0 volta da ponte, fazendo o uso de bebidas alco\u00f3licas e de estupefaciente. N\u00e3o pudemos chegar muito perto, pois os jovens pareciam com cara de poucos amigos, e os moradores haviam entendido o recado, pois n\u00e3o circulava muita gente naquele local, preferindo dar a volta e usar vias alternativas.<br \/>\nDelinquentes entre os lotadores<br \/>\nS\u00e3o muitos os jovens e adolescentes que, tentando contornar a pobreza e o desemprego, encontram no servi\u00e7o de lota\u00e7\u00e3o dos t\u00e1xis um meio de sobreviv\u00eancia. Alguns s\u00e3o pais de fam\u00edlia, outros apenas para sustentar os seus v\u00edcios e outras necessidades.<br \/>\n\u00c9 um trabalho digno, que tem vindo a ganhar corpo, embora muitos taxistas manifestem o seu descontentamento quanto ao modo de actua\u00e7\u00e3o destes, j\u00e1 que, no seu meio estes existem, tamb\u00e9m, os malandros, dado o n\u00famero de queixas de roubos e furtos nas v\u00e1rias paragens por supostos lotadores.<br \/>\nDe seu nome verdadeiro Sim\u00e3o Tandomesso, \u00e9 chamado entre os amigos e colegas de \u201cPica Pau\u201d. Este lotador, de 23 anos, que h\u00e1 mais de dois anos exerce o of\u00edcio na zona da rotunda do Camama, afirma que realmente h\u00e1 delinquentes que lotam carros, mas que os mesmos aparecem mais no per\u00edodo nocturno ou quando as paragens est\u00e3o cheias, ao que, se aproveitando da escurid\u00e3o e da confus\u00e3o provocada pela luta do t\u00e1xi, retiram pertences das bolsas e bolsos dos passageiros. \u201c\u00c9 triste quando nos confundem com gatunos, muitos de n\u00f3s s\u00f3 entramos nessa vida por conta do sofrimento que passamos nas nossas casas: n\u00e3o h\u00e1 emprego, n\u00e3o estudamos muito por falta de condi\u00e7\u00f5es financeiras e, para n\u00e3o ficar em casa a morrer de fome, gritamos em troca de cinquenta kwanzas\u201d, desabafou.<br \/>\nA paragem do Calemba 2 \u00e9 das mais famosas em casos de assaltos, tanto \u00e0 luz do dia como \u00e0 noite, que, segundo testemunhas, n\u00e3o conseguem diferenciar quem \u00e9 o lotador e quem \u00e9 o assaltante, \u201cporque todos ficam misturados no mesmo local\u201d, assevera Lopes, ou simplesmente \u201cLopera\u201d, respons\u00e1vel dos lotadores naquela zona. O respons\u00e1vel clarifica que existem lotadores credenciados pelas associa\u00e7\u00f5es de taxistas, que geralmente usam coletes para melhor identifica\u00e7\u00e3o, e lotadores singulares, sendo que, dentre estes, \u00e9 dif\u00edcil identificar quem \u00e9 gatuno e quem n\u00e3o o \u00e9. \u201cNestes casos, quando apanham um infiltrado, t\u00e3o r\u00e1pido levamo-lo para uma unidade policial pr\u00f3xima\u201d, explica<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A criminalidade \u00e9 um c\u00e2ncer que enferma a sociedade mundial, n\u00e3o importando a idade ou o extrato social, e o nosso pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 excep\u00e7\u00e3o. Por c\u00e1, muitos jovens, e tamb\u00e9m adolescentes, optam pela pr\u00e1tica como meio de subsist\u00eancia ou por modismo. Mayomona Paxe Em muitos bairros da cidade capital, mais a mais na periferia, adultos e crian\u00e7as, munidos de armas brancas ou de fogo, assaltam em resid\u00eancias ou transeuntes, sendo que em casos mais extremos chegam a enlutar fam\u00edlias. 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