“Crime no Paraíso”: Jovem MATA IRMÃO POR NÃO o Ter SAUDADO

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O bairro Paraíso, em Cacuaco, foi palco de mais um episódio caricato, desta feita, envolvendo dois irmãos que, por um não ter saudado o outro, gerou-se uma briga que só terminou quando o outro morreu.

Maiomona Paxe

Fértil em histórias de violência, a vida no bairro Paraíso, bem no coração do município de Cacuaco, em Luanda, é um autêntico contraste com o nome que o identifica. Ou seja, está mais para inferno do que propriamente o olimpo. 

E a história a seguir é só mais um exemplo de como a vida é dura e repleta de cenas de violência e “crimes no paraíso”.

E a história a seguir é só mais um exemplo de como a vida é dura e repleta de cenas de violência e “crimes no paraíso”.

O caso remonta a 30 de Junho passado, quarta-feira, por volta das 21 horas. Em casa da dona Rosa Sebastião do Carmo, de 60 anos, os filhos Jeremias Pedro Luís, a vítima, de 30 anos, e Eugénio Constantino Luís, o suspeito, de 28 anos, eram como que cão e gato. 

O caso remonta a 30 de Junho passado, quarta-feira, por volta das 21 horas, em casa de Rosa Sebastião do Carmo, de 60 anos, onde os filhos, Jeremias Pedro Luís, a vítima, 30 anos, e Eugénio Constantino Luís, o suspeito, de 28, eram como que cão e gato. 

Naquela fatídica noite, o desaprecio um do outro tornou-se mais visível quando o mais novo chegou à casa e sequer deu boa noite ao irmão mais velho que estava no quintal. Ao tentar tirar satisfação, Jeremias viu o seu mais novo a responder-lhe com um nada simpático “vai para o ##”.

Desta feita, o jovem viu a sua honra e autoridade a serem insultadas e decidiu pagar na mesma moeda, tendo aí mesmo começado a confusão que, mesmo com a intervenção da progenitora, só terminou quando Eugénio, o mais novo, segurou numa faca e, sem dó nem piedade, golpeou o irmão nas costelas, no abdómen e, por último, no peito. 

Após os golpes, Jeremias caiu inanimado, tendo sido transportado às pressas, por vizinhos, ao Hospital Municipal de Cacuaco, onde chegou sem vida. Enquanto isso, o suspeito segurou na sua motorizada e pôs-se em fuga, não se  conhecendo o paradeiro até ao momento.   

Suspeito sem ficha criminal

Segundo relataram os vizinhos, “Lili”, como também é tratado o suspeito, até não tem passagem na Polícia, mas é um potencial consumidor  de estupefaciente. 

Já a mãe, que reconhece que os filhos não eram próximos, ainda assim não esperava que o desfecho das constantes brigas entre eles viesse a ser este. Segundo ela, as relações azedaram a partir do momento em que o mais novo começou a mexer, sem permissão, nos haveres do mais velho, tendo este último, não raras vezes, manifestado o seu descontentamento, avisado o seu carrasco que o que era seu não era facultativo.

Apesar de os dois viverem em anexos diferentes, no mesmo quintal, era costume  Eugénio, o suspeito, entrar na dependência do seu irmão e de lá retirar coisas. Aliás, revelou a mãe, certo dia, o mesmo teria arrombado a porta do quarto do mais velho para tirar uma escova de cabelo, o que gerou uma briga. “Lutaram até que os vizinhos vieram acudir”, disse a mãe. 

De acordo com os familiares, Eugénio Luís, o “Lili”, sempre prometeu que algum dia faria mal a Jeremias Luís, ainda assim, os avisos foram tomados de ânimo leve, até que na quarta-feira, 30 de Junho, o rapaz veio a cumprir com a promessa.

A Polícia Nacional, na pessoa do seu porta-voz, Nestor Goubel, garantiu que esforços estão a ser feitos para se localizar o suspeito e, tão logo seja capturado, será entregue ao Ministério Público, de onde poderá vir a ser indiciado pelo crime de homicídio qualificado. 

Suspeito pondera suicidar-se 

Por outro lado, informações dão conta que o suspeito teria ligado à sua irmã mais velha, a dizer que caso ele não aparecesse dentro de dois dias, seria porque foi capturado pela Polícia ou porque se teria suicidado. Caso isso se confirmasse, acrescentou, que a irmã cuidasse de seus três filhos que se encontram com as respectivas progenitoras.

Os menores, soube O Crime, o mais velho tem 8, o segundo 2 anos, e o mais novo com apenas 6 meses. 

Entretanto, enquanto a família diz esperar que as autoridades façam o seu trabalho, que passa por capturar o suspeito e responsabilizá-lo, os alguns vizinhos acreditam que os mesmos familiares conhecem o paradeiro do jovem e estejam a acobertá-lo.

Jeremias Luís, de 30 anos de idade, era o provedor da família, segundo fez saber a irmã mais velha, Rosa Kayeye, de 42 anos, explicando que o mesmo era lavador de carros no centro da cidade e comercializava produtos diversos na via pública.

Com a perda daquele que segurava a casa em questões financeiras, a mãe ameaça pôr termo à própria vida, pois ,não sabe como irá sobreviver. Ainda na segunda-feira, 5 de Julho, pela manhã, disseram testemunhas, foi apanhada no quarto por uma das filhas com uma faca pronta a tirar a vida. 

O malogrado foi a enterrar no passado domingo, 4 de Julho, no cemitério da Mulemba, sito no distrito urbano 11 de Novembro, município de Cacuaco e deixa uma filha na província do Bié.

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