Finalmente!: TRIBUNAL OUVE RÉU ACUSADO DE ASSASSINAR EX- NAMORADA

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Após três adiamentos, facto que já desgastava a família enlutada, deu-se por começado o julgamento de Alcides Pedro dos Santos, acusado de ter assassinado a ex-namorada, Josefa Tâmara Quissenguele, em Setembro do ano passado, por esta lhe ter negado o reatamento da relação.

Por: Felicidade Kauanda

Na ausência de José Piedade, advogado que representa a família da vítima, que não compareceu por doença, o tribunal avançou com a leitura da acusação, pronúncia e interrogatório do réu que, à data dos factos, contava com 33 anos de idade.

Embora impedidos de acompanhar a audiência de julgamento pela juíza da causa, que, simplesmente, informou que a imprensa seria avisada para comparecer no dia da leitura da sentença, soube O Crime que o réu confessou, parcialmente, o crime, alegando que amava a malograda e que não foi sua intenção excluí-la do mundo dos vivos.

Para além do acusado, foram ouvidos um declarante e uma testemunha, entre eles o pai da vítima, Agostinho Tâmara Quissenguele, e a amiga, Daniela Patrício Rodrigues de Morais, com quem a malograda passou todo o dia, até à altura em que foi atropelada.

Recuando o tempo, em Setembro do ano passado, Josefa, a infeliz, encontrava-se a festejar o aniversário de uma amiga, em Viana, quando o ex-namorado (o réu) apareceu, convidando-a a saírem daquele ambiente, o que lhe foi negado, tendo desembocado uma discussão entre ambos.

Na sequência, Alcides começou a agredi-la, ofendendo verbalmente e fazendo promessas de revanche. Josefa foi ao encalço do réu, implorando que parasse com as ofensas e prometeu-lhe procurá-lo na residência dos seus familiares no dia seguinte. Em resposta, o réu atirou-lhe um tapete no rosto, tendo, de seguida, entrado na viatura.

Desnorteada, Josefa seguiu-o, mas esse manobrou a viatura e lançou-se contra a mesma. Quando o réu notou que esta se levantava, arrancou novamente o veículo e passou-lhe por cima, arrastando-a por alguns metros, e depois se pôs em fuga.

Socorrida para um posto médico, Josefa, de apenas 23 anos, acabou por morrer quatro dias depois de hospitalizada, em função do atropelamento, que lhe provocou contusão bilateral do pulmão e fractura da clavícula e costelas, resultando em stresse respiratório, de acordo com exame do médico-forense.

Alcides Pedro Florindo dos Santos responde pelo crime de homicídio qualificado, previsto e punível pelo artigo 351.º do Código Penal, cuja moldura penal vai de 20 a 24 anos de prisão maior.

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