Na Terra Vermelha: MULHERES SÃO ABUSADAS SEXUALMENTE ATÉ À MORTE POR MARGINAIS

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Em mês, duas mulheres foram violentadas até à morte por marginais, bairro da Terra Vermelha, município de Luanda, onde clamam pela intervenção das autoridades de segurança pública. 

 Jurelma Francisco 

Eva Kucadiakilo e Ana Sacaia Zacaria, de 20 e 17 anos de idade, respectivamente, foram abusadas sexualmente até à morte de forma cruel em menos de um mês, no bairro da Terra Vermelha,  município de Luanda.

A primeira vítima foi a jovem Ana Sacaia Zacaria, de 17 anos de idade, o crime ocorreu no passado dia 18 de Julho, depois de ter sido perseguida numa maratona onde se encontrava a conviver com algumas amigas.

De acordo com testemunhas, quatro  jovens da vizinhança pertencentes ao grupo de marginais denominado ‘Fusão do Gueto’, foram quem abusaram  sexualmente da vítima  e depois a mataram.

Aninha, como era tratada carinhosamente a vítima, foi encontrada numa das ruas do bairro, “ela estava deitada, com os pés entrelaçados, sem cueca, apenas com a blusa, mas os peitos fora”, disse uma testemunha que preferiu o anonimato por medo de represálias.

Segundo relatos, uma amiga encontra-se detida por ter sido encontrada com o telemóvel da malograda em casa, assim como através de um exame de espermograma no corpo da vítima a investigação conseguiu chegar até a um dos supostos envolvidos identificado apenas por Dadox, membro da gangue denominada ‘Fusão do Guetto’.

UM MÊS DEPOIS 

No fatídico, dia 23 de Julho, a vítima foi Eva  Kucadiakilo, cabeleireira de profissão, moradora na mesma zona, foi atacada por um grupo de marginais que a violaram, posteriormente morreu no local.

Segundo os familiares da malograda, Vivi, como era também tratada pelos mais próximo, saiu de casa por volta das 21horas, deslocando-se ao encontro de uma amiga como recordam os familiares “depois do jantar, o telefone tocou e ela meteu mão livre, escutei tudo, ela já  não queria sair, mas a moça do telefonema dizia, que se encontrava no local combinado e daí ela saiu”, recorda, Isabel João, mãe da vítima.

Aquela inconsolável mãe disse ainda que depois de ter perdido três filhos por motivos de doenças teve que se mudar de bairro ” apanhei desgosto, saí do Cantinton para o Calemba II, mas a Vivi não aceitou morar no  bairro onde me mudei e preferiu ir viver com uma amiga na Terra Vermelha”.

Em casa da mãe, só passava os fins-de-semana foi então numa dessas visitas que a mãe presenciou a ligação da amiga que levou Vivi a sair de casa para nunca mais voltar ou melhor voltou, mas sem vida. 

O corpo da Vivi foi encontrado num beco, curiosamente junto à casa da primeira vítima da história que contámos acima, quase despida.

O corpo foi submetido a exames que, segundo o relatório, determinou como causa da morte problemas cardíacos “nos disseram que ela tinha problema do peito, por isso, não  aguentou a violação, começou a espumar pela boca e morreu”, disse para acrescentar que a perícia concluiu também que a mesma além da violação sexual não sofreu mais qualquer outra agressão física.

Os dois casos de violação sexual culminado com mortes criou no seio dos moradores do bairro Terra Vermelha um clima de insegurança e apela-se por intervenção de quem é de direito para pôr termo a esta triste situação.

“Não podem esperar que esses criminosos matem mais alguém na zona, se nos depararmos com os mesmos vamos fazer justiça pelas próprias mãos”, alertaram.

Já os familiares da Vivi clamam por esclarecimento do crime por parte dos órgãos de justiça. “Pedimos uma investigação mais aturada no sentido de se apurar de facto quem são esses marginais e pagarem pelo crime bárbaro que cometeram”, apelou Moreira Nunes, pai da Vítima. 

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