Nandó pondera concorrer à presidência do MPLA

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Fernando da Piedade Dias dos Santos Nandó, até bem pouco tempo presidente da Assembleia Nacional, quer ser mais do que “salvador da grande família’’, o MPLA, e pondera lutar pela presidência do partido que governa o país. 

Nesta altura, de acordo com as informações recolhidas, está a analisar pedidos de “dinossauros” do seu partido, indiferente à idade avançada. É  visto como um militante capaz de  colocar fim às divergências internas. 

A ideia, segundo dirigentes  do MPLA, é que  Nandó, de 73 anos de idade, lidere o partido até 2027, para que indique alguém de consenso como cabeça de lista para as eleições gerais. 

“Alguém que possa resgatar a harmonia e união perdidas ao longo do  mandato de João Lourenço no partido e no país”, sustentam. 

De acordo com informações disponíveis, Fernando da Piedade saiu de cena, em Novembro de 2022, para não assistir, sem que pudesse reagir, a um cenário susceptível a colapso.

Nandó foi primeiro-ministro entre 2002 e 2006; Vice-Presidente da República de 2010 a 2012 e Presidente da Assembleia Nacional de 2012 a 2022.

Foi vice-ministro  e posteriormente ministro do Interior. Também foi chefe do SINFO (Serviços de Informação) e Comandante-Geral da Polícia Nacional, cargo que desempenhou até ascender a ministro do Interior. 

Abandonou a política porque, segundo fontes deste Jornal, discordava das posições tomadas pelo Presidente da República, João Lourenço, particularmente em relação aos filhos do antigo presidente José Eduardo dos Santos, por sinal seu parente, e contra alguns membros do seu próprio partido.

“O camarada Nandó é contra as perseguições do PR aos filhos de José Eduardo dos Santos, seus sobrinhos, e por essa razão várias vezes vimo-lo lamentar”, sustentam. 

O retorno  de Fernando Garcia Miala e o excesso de poder do Ministro do Interior  são outros aspectos apontados como estando a desagradar ao ex-presidente da AN. 

As fontes referem que Nandó é querido dos russos, os mesmos que perderam confiança no governo de João Lourenço. Este dado é colocado sobre a mesa porque “ Nandó tem efectuado várias viagens para Europa no sentido de encontrar alguns aliados, havendo sinais de ter conseguido apoio dos russos”.

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