Por causa de um telefone: ADOLESCENTE ASSASSINADO COM PICO DE PINCHO

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Um adolescente perdeu a vida, nos Mulenvos de Cima, município de Viana, na sequência de uma confusão que se instalou no bairro, depois que membros de uma gangue roubaram o telefone do seu amigo.

Por: Engrácia Francisco

Foi na tentativa de revidar ao assalto sofrido pelo amigo que Belchior Capusso, de 16 anos, foi espancado e golpeado várias vezes com um “pico de pincho”, em diversas zonas do corpo e perdido a vida no local.

Segundo soube O Crime, tudo começou por volta das 21 horas do passado sábado, 12 de Daezembro, quando uma gangue, denominada “OS P2D”, que actua nos Mulenvos de Cima, em Viana, assaltou um adolescente, tendo dele subtraído um telefone. Na intenção de reaver o seu bem, o adolescente ter-se-á queixado ao seu pai, um agente da Polícia Nacional apenas identificado por “Padrinho”, que, de imediato, empunhou a sua arma e saiu em defesa do filho.

Na rua, como fez saber Vitorina Mayoco, irmã mais velha do malogrado, o alegado agente foi seguido por uma multidão de revoltados, amigos do filho, inclusive Belchior Capusso, o falecido. Depois de uma troca de ‘mimos’, inclusive tiros de armas de fogo entre os membros da gangue e o agente da corporação, eis que este ficou sem munições e viu-se obrigado a recuar.

“Foi neste momento que os membros da gangue, armados até aos dentes, correram atrás do senhor e todos os que vinham com ele”, disse Vitorina, acrescentando que, por azar, o seu irmão foi o único alcançado, tendo nele, os membros da gangue, descarregado toda sua ira.

Depois disso, recordou a jovem, o irmão ainda chegou a ser socorrido e levado a uma unidade hospitalar próxima, mas não resistiu aos ferimentos e veio a sucumbir.

Já Abel Agostinho, outro dos irmãos mais velho do malogrado, fez saber que não é a primeira vez que este agente reage desta maneira a um ataque contra um dos seus filhos. “Infelizmente perdi o meu irmão por conta de uma situação que até poderia ser resolvida sem este alvoroço todo”, atestou.

No que toca à gangue, o jovem fez saber que se trata de um grupo de marginais divididos em dois, sendo “Os P2D” a versão mais nova do grupo, que alberga rapazes com idades compreendidas entre os 13 aos 20 anos, e o outro denominado “Os 26”, composto por jovens dos 27 aos 30 anos, e que tira sono aos moradores.

No que consiste ao patrulhamento para combate ao crime, dizem os moradores, quase que em coro, que é uma miragem: “a Polícia aqui não existe”

Entretanto, o caso já é de conhecimento das autoridades, mas, até ao momento, ainda não há detidos.

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