JOVEM MATA AMIGO POR NÃO SER CONVIDADO À FESTA DE PEDIDO

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Três dias foi quanto durou o noivado de Herculano Costa, 24 anos, que perdeu a vida na sequência de uma briga, com um amigo de infância, por não o ter convidado para a sua festa. O caso aconteceu na passada quinta-feira, 22 de Outubro, no Zango 3, bairro Capapinha.

Por: Costa Kilunda

O infausto acontecimento ocorreu três dias depois de Herculano Fidel João da Costa, ter formalizado a sua relação com a, agora, noiva, com quem pretendia viver longos e felizes anos. O sonho foi interrompido por um amigo, que, motivado pela fúria de não ter sido convidado, partiu para a briga, até deixar o recém noivo sem vida.

O acusado, apenas identificado por Nunzi, teria cruzado com a vítima numa esquina, algures do bairro, tendo-o abordado sobre as razões que o levaram a não convidá-lo. Em resposta, contam testemunhas, Herculano terá dito que “tudo aconteceu muito rápido, por isso não foi possível convidar todo mundo”. Entretanto, a resposta não colheu, tendo o acusado iniciado uma sequência de ofensas contra o amigo, que, respondendo no mesmo tom, terá dado razões mais do que suficientes para que o seu algoz partisse para a violência.

Segundo a mãe do malogrado, Maria João, a briga ocorreu junto da casa do acusado, sendo que a mãe desse, sua comadre, terá saído em defesa do filho e os dois agrediram o malogrado. “Não sei como, mesmo sendo minha comadre, interveio contra o meu filho, e ambos bateram nele no rosto”, disse, acrescentando que tanto a comadre quanto o filho daquela são pessoas próximas a si, por isso não entende as razões de tal acto.

Segundo a mesma, os golpes que o filho levou, lhe terão causado uma contusão cerebral traumática, o que, alegadamente, provocou a morte ao jovem noivo.

Maria João informou que o caso já é de domínio da Polícia Nacional, que já instaurou o processo-crime número 19647/20, estando sob alçada do SIC-Luanda. Por outro lado, disse que o agressor se pôs em fuga no dia da briga.

Amigos do malogrados destroem casa de suposto assassino

“Não foram os familiares do malogrado que vandalizaram aquela residência. Eu, apesar da dor, ainda tentei impedir que aquilo acontecesse, mas dentro daquela aflição, enquanto nós chorávamos, os amigos do falecido invadiam a moradia”, explicou, ao alegar que se fosse pretensão da família, teria sido feito no dia da tragédia.

Maria João conta que o filho era uma pessoa de bem e que, com a morte prematura, sente-se desprotegida e insegura, no bairro onde o filho foi assassinado.

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