MADRASTA ESPANCA ENTEADO DOENTE ATÉ À MORTE

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Testemunhas contam que a confusão terá sido provocada por um suposto ataque de malária ao jovem agora falecido, que, pelo distúrbio, a propósito disto, terá destruído alguns móveis da casa. O caso aconteceu no passado mês de Outubro, no município de Viana, em Luanda.

Por: Costa Kilunda

De acordo com o que apurou o jornal ‘O Crime’, no pretérito dia 13 de Outubro, por volta das 10 horas, Raimundo Ngunga Famoroso, de 28 anos, estando a recuperar de uma malária que o obrigara a internar, durante dois meses, no Hospital Psiquiátrico de Luanda, decidiu ir visitar os irmãos mais novos, na casa da sua madrasta.

Posto lá, contam testemunhas, terá tido uma crise de malária e, em consequência disso, perdeu alguma noção das coisas e destruiu alguns bens da casa. “A minha irmã telefonou, informando que ele estava a fazer confusão”, disse Eva Afonso Famoroso, uma das irmãs, acrescentando que, de imediato, pediu que o controlassem, enquanto procurava um meio de o retirar de lá.

Pouco tempo depois, disse Eva, voltaram a ligar para ela e dizer que o jovem estava a ser molestado pelos demais irmãos. “Quando lá chegamos o encontramos estatelado no chão, já quase sem vida”, lembrou, frisando que encontrou Raimundo com ferimentos graves na cabeça e vários hematomas em quase todo o corpo.

Ela, que pensou que fosse uma “surra ligeira”, disse ter revidado e, ao tentar reanimar o irmão, quase que fora, de igual modo, agredida pela madrasta. “Queriam que pagássemos os bens que ele destruiu, antes de o socorrermos”, explicou Eva, reconhecendo que, graças a um desconhecido, o homem que os levou para lá, que chamou a Polícia, o pior não aconteceu.

Ademais, a jovem disse que quando os agentes do Serviço de Investigação Criminal (SIC) chegaram ao local, ainda ponderavam algemar a vítima, ao invés de prestar socorro. Entretanto, devido ao estado deplorável que o malogrado apresentava, os agentes do SIC chamaram pelo Serviço de Protecção Civil e Bombeiros que, prontamente, fizeram-se ao local e o transportaram para uma unidade hospitalar próxima, de onde veio a falecer.

SIC acusado de permitir escapar e encobrir principal suspeita

“Quando, depois, fomos à Polícia, a minha madrasta não quis dizer nada sem a presença do investigador Pedro, um conhecido seu, que mandou todos para casa, até que se realizasse a autópsia.

Realizada o procedimendo, que confirmou que a causa da morte foi a agressão a que a vítima foi submetida, uma semana depois, nenhum processo-crime tinha sido instaurado. Eva Famoroso fez saber que, “por culpa do referido investigador”, ninguém havia sido responsabilizado pela morte do seu irmão.

“Davam-nos muitas voltas e só depois de contactarmos a imprensa é que decidiram inventar um processo (19635/20), com objectivo de enganar-nos e ilibar a principal suspeita do crime”, disse. Para ela, aquele investigador tudo quer fazer para encobrir a sua madrasta. “As informações que constam do referido processo dão conta de que o malogrado foi vítima de disparo de arma de fogo, bem como terá sido agredido em outro lugar, por elementos desconhecidos, que depois o lavaram até à residência da madrasta”.

Por outro lado, disse, quando sugeriram aos investigadores que levassem em conta as declarações de uma outra irmã, a mesma que terá alertado Eva sobre o sucedido, os investigadores concluíram serem inválidas as declarações da adolescente, de 16 anos, por ser menor.

Eva Famoroso revelou à nossa equipa de reportagem que os seus familiares foram contactados por um suposto agente da Polícia, que os tentou convencer a abandonar o caso. “Pensem bem, ela é vossa mãe e tem os vossos irmãos. Querem, realmente, que sejam perseguidos pela justiça? ”, questionara o aludido agente.

A jovem apela, agora, a quem de direito, no sentido de persuadir o supracitado investigador, para que refaça o processo e seja reposta a verdade. “Mesmo que a minha madrasta seja parente dele ou que tenham um relacionamento afectivo, tem que ser reposta a verdade, porque somos nós que perdemos um membro da família”, lamentou.

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