“NINGUÉM OUVIU NADA”: CIDADÃO GUINÉ-CONACRI ASSASSINADO À MARTELADA NO INTERIOR DE SUA RESIDÊNCIA

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Dialló Alfa Amadou, de 37 anos de idade, comerciante, residente no distrito urbano do Rangel, bairro Terra Nova, rua do Alentejo, foi encontrado morto no interior de sua residência, na manhã de sábado, 30 de Julho, com golpes de martelo na zona da nuca.

 Maiomona Paxe

Segundo declarações dos vizinhos, o crime teria acontecido na madrugada, pois, Alfa, como era também conhecido na vizinhança, foi visto entrando sozinho em sua residência por volta das 21 horas de sexta-feira, 29. No entanto, como relata uma das vizinhas, que compartilhava o mesmo quintal com a vítima, não se teria ouvido nenhum barulho estranho na mesma noite, apenas ter notado a lâmpada apagada no interior da residência, o que não era costume. “Julguei que se calhar a lâmpada tivesse fundida”, disse Natacha Pires.

Na manhã seguinte, sábado, 30, para o espanto da vizinha Natacha, que se encontrava a lavar roupa no quintal, quando eram 7 horas, foi surpreendida pela empregada de Dialló Alfa Amadou, que ao abrir a porta da residência para mais uma jornada laboral, deparou-se com o inusitado. “Ela correu até onde estava e disse que o Alfa estava amarrado”, disse, para depois acrescentar que tão logo certificaram-se  da morte, dirigiram-se à esquadra policial da Terra-Nova, que fica a poucos metros da casa, para fazer participação.

O corpo de Alfa foi encontrado deitado na sala de estar da residência, amarrado com corda nas mãos e pernas, a cabeça inclinada junto do balde de lixo coberta com um saco e, com indícios de golpes de martelo na zona da nuca e vários outros ferimentos. O corpo foi removido pelo Serviço de Investigação Criminal por volta das 11 horas para a morgue central de Luanda, junto com as armas do crime (martelo e faca), utilizados pelos assassinos, até então desconhecidos.

O que deixa os vizinhos intrigados, é o facto de não terem ouvido nenhum barulho estranho, nem sinal de arrombamento da porta da residência, o que lhes leva crer que este acto bárbaro foi cometido por alguém que conhecia a rotina da vítima. Informações adicionais, dão conta que na residência do infeliz não foi roubado nada, além do seu celular.

Humo Hawa, irmã do malogrado, lamenta o triste acontecimento e clama por justiça. “Quem fez, tem que pagar por isso”, disse desolada.

Dialló Alfa Amadou, residente em Angola há vários anos, vivia sozinho em Luanda, comerciante e proprietário de várias lojas de comercialização de produtos alimentares e diversos, também ajudava membros de sua comunidade em matéria que diz respeito à transferência de valores monetários de Angola para Guiné-Conacri. O mesmo foi a enterrar na terça-feira, 02 de Agosto, no cemitério do Benfica, antecedendo de uma cerimónia fúnebre, realizada na mesquita do bairro Rocha Pinto, distrito urbano da Maianga.

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