Quem protege o polícia José Cabinda?: DEPOIS DE MATAR JOVEM NO MACULUSSO, AGORA EXTORQUE JOGADOR E NOVAMENTE FICA IMPUNE

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José Henrique Cabinda, 3.º subchefe da Polícia Nacional de Angola (PNA), que responde em liberdade pelo assassinato do jovem Vladmiro Alassane Maxia, no Maculusso, e a seguir promovido, curiosamente, recentemente, voltou a ser detido, desta feita, por extorquir AKZ 100.000,00 (cem mil kwanzas) ao futebolista Karanga.

Por: Engrácia Francisco

José Henrique Cabinda, 3.º subchefe da PNA, acompanhado de mais três colegas reguladores de trânsito, segundo denúncia de uma fonte junto daquele organismo castrense, extorquiu AKZ 100.000,00 (cem mil kwanzas) ao antigo jogador do Petro de Luanda,  Karanga, agora ao serviço do Sagrada Esperança da Lunda Norte, durante uma intervenção na via pública, e, em consequência, foi detido. Espantosamente, já se encontra em liberdade, apesar de não ser submetido a julgamento sumário no Tribunal da Polícia Judiciária.

O facto ocorreu no passado dia 2 de Dezembro, na rua do Kikagil, Morro Bento, segundo relatos do próprio jogador, numa breve conversa, via telefónica, com o jornal O Crime. Na ocasião, o jogador afirmou que quatro agentes, afectos à Unidade Operativa de Luanda, o interpelaram e, depois de o reconhecerem, engendraram uma acção que culminou com a extorsão de AKZ 100.000,00 (cem mil kwanzas), tendo ele e o seu pai, que também é o seu agente, participado o caso às autoridades.

Na sequência de uma investigação, foram localizados os envolvidos nesta incursão, sendo que Karanga foi notificado a indicar os agentes envolvidos, que acabaram detidos e presentes a um juiz para o devido julgamento sumário, que, sem razões explícitas, não aconteceu e o referido agente e comparsas voltaram às ruas, como se nada tivesse ocorrido.

De recordar que este jornal, na edição n.º 118, publicou uma matéria que dava conta do envolvimento do 3° subchefe, José Henrique Cabinda, na morte de Vladimiro Alassane Maxia, 26 anos, no Maculusso, sucedida em Fevereiro do ano passado, e cujo processo corre trâmites junto da Procuradoria-Geral da República.

Enquanto aguarda pelo julgamento, José Henrique Cabinda, numa espécie de prémio, foi promovido e transferido para a Unidade de Trânsito, onde, agora, é acusado de extorsão a um pacato cidadão. Entretanto, a pergunta que não se quer calar é: quem protege este policial, que representa um verdadeiro perigo para a sociedade?

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