ADMINISTRADOR DO SAMBIZANGA: sob suspeita de corrupção e desvio de fundos públicos

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O Administrador do distrito do Sambizanga, em Luanda, Orlando Paca, é denunciado por cometer actos de corrupção, desvios de dinheiro do erário e assinaturas de documentos que não são de sua competência. O processo crime, segundo informações, decorre há dois anos no SIC-Geral, Departamento de Luta Contra Corrupção.

Leal Mundunde

Os crimes em que Orlando Paca é acusado, foram cometidos supostamente nas vestes de Administrador do distrito do Ngola Kiluanje e actualmente do Sambizanga, em Luanda.
Informações a que tivemos acesso, dão conta que Orlando Paca, foi constituído arguido num processo crime a decorrer desde 2021, no SIC Geral (Serviço de Investigação Criminal), Departamento de Luta contra corrupção, oitavo andar.
De acordo a fonte do Jornal O Crime, o acusado para além de ser ouvido no SIC Geral, também já prestou declarações na Inspecção-Geral da Administração do Estado(IGAE).
Diante deste facto, os instrutores tomaram conhecimento, que os  valores da feitura de licenças de mais de 20  obras, de médio e grande porte, não foram depositados nos cofres do Estado.
“Orlando Paca, vende licenças de obras sem que o Estado arrecade os impostos devidos, e usurpa poderes assinando licenças que não são da sua competência”, revela a fonte.
De acordo a fonte, na sua vigência de Orlando Paca foi emitida uma licença de obra, considerada falsa, isto no dia 29 de Março de 2021, para um cidadão da Guiné Conacri, em colaboração de um advogado.
A licença número 46 válido por um ano, era destinada para reboco, pinturas dos muros, pavimentação do pátio, ampliação do gabinete e marcação de pavimento.
A nossa  fonte avança ainda, que não se consegue compreender a razão da demora para o processo transitar em tribunal, a pesar das provas existentes.
Por outro lado, a fonte confirma que o Governo da Província de Luanda, o Ministério da Administração do Território, Administração do município de Luanda, já tiveram acesso as acusações há mais de três meses por intermédio do relatório da IGAE.
No sentido de obtermos o contrário, na sexta-feira, 19 de Maio, entramos em contacto via telefónica com Orlando Paca, administrador do Sambizanga, tendo prometido receber-nos na passada segunda-feira, 22 de Maio.
No dia combinado, dirigimo-nos a administração, não conseguimos manter contacto pessoalmente com a parte acusada, porque encontrava-se ausente.
Em seguida, contactamos via telefónica o administrador, tendo nos dito, que estava a trabalhar no mercado de São Paulo, o que dificultaria mantermos a entrevista e remarcou para terça-feira, dia 23 de Maio,  pelas 10h00.
Pontualmente, terça-feira, dirigimo-nos a Secretaria do Administrador do Sambizanga, onde recebemos informações da sua ausência, por estar a desenvolver outras actividades fora da instituição.
Em seguida, ligamos várias vezes e deixamos uma mensagem de texto ao Administrador do Sambizanga, para confirmação de nossa presença. Posteriormente, Orlando Paca solicitou que a entrevista fosse novamente remarcada, alegando estar disponível para falar do assunto.
Em função do tempo, solicitamos que usássemos a via alternativa(por telemóvel) para obtenção do contraditório, pelo que foi recusada pela fonte.
Nesta conformidade, optamos em divulgar a matéria sem o contraditório, pelo que este Jornal, mantém-se  aberto para obter a versão da parte acusada.

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