Namorado é o principal suspeito!: JOVEM ENCONTRADA MORTA SETE DIAS DEPOIS DE “DESAPARECIMENTO”

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O corpo de Francisca Aragão Alexandre, de 29 anos, foi encontrado na morgue do hospital Maria Pia, sete dias depois de ser dada como desaparecida. De acordo com informações, a jovem teria saído de casa a convite do namorado, Sebastião Francisco Clemente Viriato, agora detido.

Costa Kilunda

As circunstâncias e motivações da morte de Francisca Alexandra são, até ao momento, desconhecidas, pese embora haver já uma detenção, acoplada ao caso.
Segundo apurou este jornal, Sebastião Francisco Clemente Viriato, com quem a malograda mantinha uma relação amorosa, “entregou-se” às autoridades, dias antes de o cadáver da moça ser encontrado na morgue do hospital Maria Pia — na Maianga, em elevado estado de putrefação.
Às autoridades, soube O Crime, o jovem, tido como principal suspeito no processo-crime número 36/18/2021, contara que Francisca morreu vítima de doença. Mas, por divergências nas informações que prestava à Polícia do Comando de Divisão do Talatona, acabou detido naquela mesma unidade, antes de ser transferido, dias depois, para a Comarca de Viana.
Segundo a família, o jovem está detido desde o passado dia 13 de Abril, dois dias depois de o SIC ter encontrado o cadáver. No entanto, algumas informações desencontradas, prestadas pelos agentes encarregues pelo caso, deixam os familiares da vítima com uma “pulga atrás das orelhas”, como é facto de o jovem ter sido detido no dia 13, mas o cadáver ser apenas removido no dia seguinte!
Para Eugénia Patrícia Aragão Correia, tia da malograda, há aqui incompreensões nas afirmações das autoridades. “Alguma coisa não está bem”, diz, explicando que, a 6 de Maio, após tomarem conhecimento que o jovem tinha sido transferido da Divisão do Talatona para Direção Provincial de Investigação Criminal (DPIC), a família fez deslocar uma equipa às instalações do DPIC, afim de averiguar se, de facto, o suspeito do homicídio de Francisca estava detido, tal como lhes havia sido informado e, também, ter contacto com o processo-crime instaurado. “Para a nossa infelicidade, não encontramos o jovem em cela nenhuma”, afirmou, boquiaberta, lembrando que no seio da família reina desconfiança de o elemento detido não ser o culpado pela morte da sua ente.
“Disseram-nos apenas que o detido sofreu um atentado dentro da cadeia e, por causa disso, foi transferido para a Comarca de Viana”, explicou Eugénia, que, sem tosquenejar, atirou: “estão a mentir”.

Como tudo aconteceu…

De acordo com relatos dos familiares, tudo aconteceu quando Francisca Aragão, defunta, teria sido ‘aliciada’ com dinheiro. “Não sabemos se é euro, dólar ou kwanza, que a fez aceitar o convite para sair. Há informações que dão conta de que saíra com o namorado na passada quinta-feira, dia 8 de abril, mas não o conhecemos e nunca o vimos”, explicou.
Na sequência, se despediu da família, alegando que regressaria no dia seguinte com dinheiro para fazer compras. No entanto, no dia seguinte, apesar de manter contacto por telefone, a jovem não regressou tal como acordara com o irmão. “Já no domingo, dia 11, ficamos preocupados porque sabemos que ela nunca fez vários dias fora de casa. Logo, tentamos ligar para o mesmo número, mas sem sucesso, estava desligado”, disse.
Preocupados, dirigiram-se para diversas unidades onde participaram o desaparecimento da jovem e, oito dias depois, numa quinta-feira, dia 15 de abril, embora cansados e entristecidos, deslocaram-se para a morgue central, no hospital Josina Machel, onde encontraram o cadáver já em estado avançado de decomposição.
“Foi fácil…bastou darmos a descrição e a característica dela, que os jovens disseram, logo, que corpo estava lá, sem antes verificarem”. «O vosso corpo está aí dentro!», afirmaram os jovens para o espanto de todos. “Afastei-me porque não quis acreditar, enquanto as minhas irmãs puseram-se aos gritos”, contam.
Após recomporem, dirigiram-se à recepção da referida morgue, onde foram informados que aquele cadáver foi levado pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) por volta das 21 horas do dia anterior dando conta que tinha sido encontrado algures no Talatona, com causa de morte patológica.
No entanto, para suprimir as diversas dúvidas que pairava na mente dos presentes, sabendo que a filha nunca sofreu de doença nenhuma, contactaram a Polícia e, para maior espanto, foram informados que o cadáver tinha sido encontrado no interior de uma residência da referida circunscrição.
“Não acredito que tenha morrido vítima de doença, porque ela foi uma pessoa saudável. E, para contrariar aquelas informações que apontavam para causa da morte, quando tiramos o corpo de câmara cinco (dos perdidos e achados) para uma gaveta de conservação normal, além de estar completamente pelada, constatamos vários hematomas no corpo bem como líquido branco vertidos pela boca”, explicou.
Ademais, disse que continha manchas pretas no rosto e as tranças arrancadas. “Tudo isso aponta para uma possível agressão, bem como o esforço que ela tentou, sem êxito, evitar a morte”, notou para depois dizer que, as divergências prestadas pelo SIC forçaram a família a solicitar a realização de uma autópsia, embora incompleta que determinou traumatismo craniano. No caso, terá sido agredida antes de morrer.
Até ao momento da nossa reportagem, as autoridades que fizeram a remoção do cadáver, nada dizem sobre o proprietário da residência onde foi encontrado. “O que também nos espantou foi termos sepultado a nossa menina sem as duas primeiras camadas da pele, como consequência da lixívia e petróleo que o agressor jogou no corpo”, lamentou, concluindo “além de lhe fazer refém viva, também a fez refém depois de morta”.
Referir que a malograda residia no distrito urbano do Rangel, rua do Paraná, deixou dois órfãos.

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