NO EDIFÍCIO DO LOTE 1: INDIVÍDUOS NÃO IDENTIFICADOS FURTAM ELETROBOMBAS DE MORADORES

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Os moradores do Lote 1, no bairro Prenda, queixam-se de roubos de eletrobombas no interior da garagem do edifício, que está interditada há mais de três meses, após tremores registados no mês de Abril.

Leal Mundunde 

Foi a partir do dia 22 de Abril, que os moradores foram forçados pelas autoridades a abandonar os apartamentos, devido ao perigo de um eventual desabamento do edifício, sito no bairro Prenda, distrito urbano da Maianga. Para tal, foram mobilizados vários efectivos da Polícia Nacional e do corpo de Proteção Civil e Bombeiros para o devido asseguramento do perímetro.

Recordar que, após o abanão que se registou no edifício do Lote 1, o vice-governador de Luanda para o sector Técnico e Infra-estruturas, Cristino Mário Ndeitunga, afirmou que somente após o Relatório do Laboratório de Engenharia de Angola (LEA) e a Direcção Nacional dos Edifícios, que as autoridades tomariam a decisão do regresso ou não dos moradores. 

No entanto, volvidos pouco mais de três meses, o número de efectivos no local tem reduzido, o que tem feito com que os homens do alheio invadam o perímetro e levem bens de valor. A ocorrência de roubo de duas eletrobombas foi relatada por moradores, que devido ao número reduzido de efectivos, mostraram-se inseguros com a proteção dos bens. E com permissão do único agente em serviço, tiveram acesso a garagem e constataram o desaparecimento dos equipamentos.

Na sequência, Hipólito de Carvalho, morador há 33 anos, lamentou o facto de apenas estar um único agente em serviço, uma vez que o bairro é rodeado de marginais. Os moradores desconfiam ainda que, mais pertences podem ter sido retirados dos apartamentos, facto que será confirmado quando terão o acesso às casas de volta.

 “Tememos a segurança dos nossos bens”, disse um morador que desconfiado, não sabe como as autoridades conseguirão explicar o destino dos pertences.

Moradores ameaçam entrar nos apartamentos 

Insatisfeitos com a morosidade de resposta das autoridades, sobre o retorno as residências, os moradores se manifestaram defronte ao edifício, no passado 27 de Julho, forçando o regresso, que teve resposta imediata da polícia e do corpo de Bombeiros.

 Agastados com a situação, com tampas, panelas e apitos, era audível o som unânime dos moradores gritando em protesto: “no Maye Maye não queremos”, sendo que muitos se encontram abrigados em casas de parentes e amigos.

Com alguma força, os agentes em prontidão barraram o acesso aos apartamentos, mas o porta-voz da comissão de moradores, Licínio Fortes, garantiu em sede de preocupação, que os protestos continuarão até terem o devido acesso as residências.

Por conta desta situação, os residentes revelam enfrentar várias dificuldades e, alguns com saúde debilitada veem o estado se agravando. “Alguns estão hospitalizados com AVC (Acidente Vascular Cerebral)”, lamentou.

Várias famílias ficaram separadas devido à falta de abrigo, casos há que pais e filhos se encontram em pontos diferentes há mais de três meses e, deste modo, esperam uma solução urgente do estado, para que voltem a sorrir nos seus respectivos apartamentos.

Recordar que, após o abanão que se registou no edifício do Lote 1, o vice-governador de Luanda para o sector Técnico e Infra-estruturas, Cristino Mário Ndeitunga, afirmou que somente após o Relatório do Laboratório de Engenharia de Angola (LEA) e a Direcção Nacional dos Edifícios, que as autoridades tomariam a decisão do regresso ou não dos moradores. 

No intuído de melhor esclarecimento, a equipa de reportagem deste jornal, procurou ouvir o responsável do LEA e a administradora municipal de Luanda, mas sem êxito, pelo que promete estar no encalce desta situação até a sua devida resolução.

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