Presos sem visitas há 3 anos prometem rebelião na cadeia de Viana

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Reclusos encarcerados na cadeia de Viana, em Luanda, ponderam avançar com motins em protesto contra a medida que proíbe visitas no estabelecimento, apurou O Crime. Já lá vão três anos que os presos estão sem visitas de familiares, sendo o “bloqueio” consequência de uma medida adoptada pela instituição no quadro da prevenção da COVID-19. 

João Costa

Reclusos lembram que a decisão tinha razão de ser, uma vez que “as coisas estavam descontroladas”, mas salientam que neste momento, com o cenário controlado, até pelo discurso oficial, já não faz sentido.

Por isso, soube esta publicação, a possibilidade de manifestações está a ganhar corpo. Desta feita, ameaçam manifestar-se.

“Já ficamos 24 horas fechados, ainda nos colocam três anos sem ver os nossos familiares, isso é desumano, revolta qualquer cidadão”, lamenta um recluso.

As visitas para os presos são descritas por especialistas como
fundamentais para o seu bem estar psicológico, sendo certo que ficam mais estressados quando não recebem informações dos familiares.

Pelo que se apela, por isso, ao bom senso de quem de direito no sentido de uma revisão das medidas que ali vigoram.

Acredita-se, de resto, que situações destas estejam a ocorrer também em outras cadeias do país.

Apesar da instalação das salas de parlatórios virtuais nas cadeias de Luanda, os reclusos dizem não ser satisfatórias, indicando as várias falhas que existem nesse sistema.
Os agendamentos semanais de visitas virtuais têm sofrido muitas reclamações, porque “só beneficia os presos com maior influência”.

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