CEMITÉRIO DO CAMAMA TRANSFORMADO EM PARAÍSO DAS ACÇÕES DOS MARGINAIS

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Após cometerem o assalto, marginais fogem dentro do cemitério do Camama, município de Talatona, em Luanda para escaparem das autoridades policiais.

 Jurelma Francisco

De acordo com os automobilistas, nos últimos meses aquela zona  tem sido palco de diversos crimes, assaltos que, muitas vezes,  resultam em feridos e mortos.

Os assaltos têm acontecido em plena luz do sol e no período noturno, afirmou Sófia Rocha, uma das automobilistas vítima dos amigos do alheio naquela zona.

“Eles esperam a via ficar congestionada, puxam o artigo e põem-se em fuga”, disse a testemunha.

Sófia Rocha, contou que também foi vítima de assalto em Junho do corrente ano, “puxaram-me a peruca cumprida, de origem indiana”

“Eles esperam a via ficar congestionada, puxam o artigo e põem-se em fuga”, disse a testemunha.

Sófia Rocha, contou que também foi vítima de assalto em Junho do corrente ano, “puxaram-me a peruca cumprida, de origem indiana”, recordou.

Realçou que, naquele momento ficou pasma, inclusive, nem forças teve para continuar a condução, ” doeu-me o coração”, confessou, tendo acrescentado que a peruca lhe custou 120.000 kwanzas.

Além dos automobilistas os principais alvos dos marginais são as pessoas que passam por aquela via, “são surpreendidas pelos meliantes e sob ameaça de objectos contundentes são obrigadas a entregar os pertences”. Explicou a jovem.

Tal como Sófia Rocha, Marcos Fontes, que também é automobilista, contou que, “os assaltos têm aterrorizado nessa via, sobretudo no período noturno”, afirmou, testemunhando que uma   vez já  lhe foi roubado o telefone de marca iPhone, enquanto fazia um telefonema, abordo da sua viatura.

O automobilista fez saber que, após as suas acções criminosas, os meliantes fogem para dentro do cemitério, “eles pulam, não  tem como lhes seguir”, contou Marcos Fontes, aconselhando a Polícia local a movimentar-se 24horas naqueles arredores para inibir os meliantes a essas  práticas. 

Rixas entre gangues no momento da reportagem

Ao decorrer da nossa reportagem, na tentativa de  ouvir os funcionários do Cemitério para a confirmação dos factos, dois grupos rivais marcaram encontro na portaria do Cemitério do Camama, para uma briga. 

Jovens com idades compreendidas entre os 25 e 18 anos, armados com pá, catanas, facas, pedras, garrafas e outros objectos contundentes deram início a uma luta terrível.

Face à situação, várias pessoas inocentes foram atingidas. Algumas corriam desorientadas de um lado para o outro, inclusive, houve quem correu para o meio da estrada, desta feita, correndo sérios riscos de serem atropelados.

Foram mais de 15 minutos de terror, sobretudo, por parte daqueles que se viram obrigados a procurar abrigo no interior do cemitério, mas foram colocados para fora pelos funcionários da área de segurança, como foi o caso da nossa equipa de reportagem.

Mariana Pedro, moradora do bairro,  disse que o cemitério tornou-se vulnerável a essas práticas, devido à falta de um patrulhamento rigoroso, “se a Polícia vem para aqui e não  consegue apaziguar a briga como o cemitério não  se torna o local ideal para acções dos criminosos?”, questionou a moradora,  acrescentando que todos os meses tem ocorrido mortes por assaltos ou rixas entre grupos rivais.

Como a maioria dos moradores daquela zona, Mariana Pedro também já foi vítima e testemunha de um assalto “numa dessas brigas de gangues, a tia foi atacada, levaram-lhe o negócio e chegou a ser espancada”, recorda.

Os populares apelam por uma maior intervenção policial naquela zona, pois, a zona começa a ser controlada pelos marginais que começam a sentir-se impunes.

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