Um mês após o suicídio da adolescente no Sequele: FAMILIARES VÊM A PÚBLICO REVELAR TODA VERDADE

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Os familiares de Benedita Pengal Miguel, de 14 anos, que, no passado dia 6 de Abril, decidiu pôr fim à própria vida, jogando-se do sétimo andar de um edifício na centralidade do Sequele, em Cacuaco, afirmam que a adolescente terá cometido suicídio “por ter sonhado que fora amarrada e lançada num poço”.

Zeferina Matamba

Afamília alega que todas as informações que foram passadas pelos órgãos de comunicação social, à data, são falsas. Tanto quanto são, também, falsas, as publicações nas redes sociais, dando conta de que a menor se teria atirado do sétimo andar depois de descobrir, no dia do seu noivado, que o jovem de quem havia sido noiva era, na verdade, seu suposto irmão.
“Ela era apenas uma menina de 14 anos, como é possível serem verdades tais informações”, questiona a tia da malograda. Ademais, acrescenta, a foto da adolescente que circula nas redes sociais, que tem confundido a opinião pública, sugerindo que a mesma tenha sido tirada no dia do seu noivado, terá, na verdade, sido tirada no dia da celebração do seu aniversário, ocorrido no dia 5 de Fevereiro do corrente ano.
De acordo com que apurou o ‘O Crime’, Benedita Miguel vivia com a irmã mais velha e o cunhado, na centralidade do Sequele, bloco 11, edifício 33, apartamento 701 e frequentava a 7ª classe no Colégio n. º 4078, Pe. Ernesto Rafael.
Segundo as declarações de um membro da família, que preferiu não ser identificado, “a adolescente teve um sonho no domingo dia 4 de Abril, que a deixou mal disposta e se questionava sobre o que significava o referido sonho”. Entretanto, disse a mesma fonte, dois dias depois, isto é, na terça-feira 6 de Abril, a adolescente, juntamente com a irmã mais velha, desceram até ao rés-do-chão do edifício a fim de moer kizaca e, alguns minutos depois, a irmã mais velha pediu-a que fosse à loja comprar pimento, todavia, distraída, a adolescente acabou por comprar, também pepino. “Isso fez com que a irmã ralhasse com ela, pedindo que para a próxima ela tivesse mais atenção”, contou, para depois dizer que a adolescente regressou ao apartamento, e de lá seguiu para o seu quarto, de onde também se encontrava uma menor, de 10 anos, que estava de visita.
Esta menina, prosseguiu a fonte, ao ver a prima junto da janela pronto a jogar-se de cima a baixo, correu até à sala, onde estavam os demais familiares, dando conta da intenção da prima, mas, quando estes chegaram ao quarto, já a adolescente já havia consumado o suicídio. Lançando-se de uma altura de mais ou menos 150 metros, segundo dados do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, que fizeram a remoção do cadáver.
Os familiares da malograda, ouvido pela nossa reportagem, afirmam que a menor não tinha qualquer comportamento depressivo, sendo que era uma menina normal como qualquer outra da sua idade.
Outrossim, mostram-se bastante tristes e com mais perguntas do que respostas, querendo entender as razões que estiveram na base do suicídio da sua ente querida.

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